A noite de 14 de dezembro fortaleceu ainda mais nosso pilar de diversidade. Um seleto grupo de representantes movimentos sociais, empreendedores e autoridades assistiram Lisiane Lemos, advogada e gerente de novos negócios no Google e o Professor Dr. Silvio Almeida, Jurista, consultor e advogado, que abordaram a importância da diversidade para a inovação nas empresas. O evento foi promovido pela ODABÁ – Associação de Afroempreendedorismo e a causa da Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Porto Alegre, em parceria com o Nau Live Spaces. 

E por que diversidade para inovação?

Lisiane respondeu: “Sabiam de que de todos os processos de transformação digital nas empresas somente 16% dão certo. E por mais que a gente ache que é a tecnologia que faz a transformação digital, o fato é que o que faz diferença são as pessoas e a cultura da empresa. E cultura forte a gente constrói com diversidade”, disse.

Almeida completou a ideia falando da importância de se ter pessoas negras dentro dos espaços de poder para a transformação social. Autor do livro “Racismo Estrutural”, ele faz questão de pontuar a diferença entre racismo estrutural e o racismo institucional. “Se o estrutural é aquele que permeia toda a sociedade, entranhado nas estruturas de poder, o Institucional é que aquele que não permite que diversos grupos étnicos-raciais estejam em todas as camadas das instituições como legislativo, o judiciário, o executivo, as reitorias das universidades e grandes corporações”, explicou. Para ele, esse entendimento é essencial.

Jorge Floyd e João Alberto

Quando perguntados sobre os casos como Jorge Floyd, nos EUA, e João Alberto, no supermercado em Porto Alegre, ambos relatam a dor que sentiram por ver mais um negro sendo morto, mas também alertam para alguns efeitos disso na sociedade. 

“Precisamos de ações concretas que coloquem pessoas negras dentro dos espaços de poder, não basta postar um quadrado negro nas redes sociais. Ao mesmo tempo, esse caso de Porto Alegre fez muitas empresas se darem conta de que não possuem pessoas negras nos seus conselhos de administração, por exemplo. E algumas estão agindo em relação a isso”, destacou Lisiane.

Almeida ainda comentou sua participação no comitê externo antirracista criado pelo Carrefour. “Entendi que eu tinha que estar lá porque minha luta é para evitar mortes e criar anteparos para proteger a vida das pessoas”.

O evento contou com patrocínio do Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre e Sonata Leadership Academy, além de apoio da Envente Organização de Eventos; Patuá Stúdio; JHS; Exitus; I.Con; Café da República; FL; TV Nação Preta e Reverso Comunicação Integrada.

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